segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Nanar

Em branco, acho que vai ser como vai ficar a pagina hoje.
Passou o fim de semana, com ele as inevitáveis idas para ali , para acolá e com tanta chuva, vento e frio, um fim de domingo à lareira a borregar.
Borregar, nanar, passar pelas brasas, reflectir, descansar, vou ali fechar os olhos. É tudo a mesma coisa.
Uma arte milenar, que vem desde os primórdios da civilização, mas que tem sido aperfeiçoada ao longo dos tempos. E bem!!

Uma das ultimas invenções para se desfrutar desta arte, foi o chamado comentador televisivo monocórdico. Mantém o tom de voz sempre na mesma frequência, na mesma intensidade e na mesma velocidade, parece que está a ler um escrito do saramago sem pontuações.
Mas estes comentadores têm uma precisão infalível para a arte do nanar. Bastam cerca de dois ou três minutos de um programa qualquer dentro destes parâmetros e lá estamos nós a viajar.

Nos tempos idos, aos domingos quando ainda éramos livres e toda a gente tinha a televisão com 2 canais, onde passava o campeonato de formula 1. Era de longe o melhor estimulo para o borregar. A A volta de aquecimento iniciava o cholrido de comentários sobre a corrida prestes a começar, que nos deixava extasiantes para ver até ao fim. Depois vinha a largada, que emoção, durava cerca de 3 quartos de volta a emoção ouvida pelos comentadores o que nos mantinha acordados mais o ultimo quarto de volta. Mas depois... no fim da recta da meta.... depois da primeira curva.... zzzz...zzz...zzz .

Hoje, como somos mais desenvolvidos, e com o progresso temos pelo menos 100 ou mais canais, todos xpto, mas para vermos a formula 1 temos que pagar ( "É a televisão do ricos, menino" - como diz o nosso caseiro.) Mas em compensação os outros 99 canais dão nos a mesma possibilidade. A não ser que seja o canal CubaVision, onde passa muita musica e chácháchá.

Mas enfim, voltando ao tema milenar. Borreguei tranquilamente no fim do domingo, lareirinha acesa, depois de um chazinho e scones com doce e mel.

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