sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Ca coisa mai coisa

Impressionantes essas vistas dentro desse olhar lancinante.
Não eras tigre nem lince de malcata. Não eras.
Eras mais coral em quente desassossego. Que entre dois passos de dança fizestes três e naquele solar vazio encheste o escuro, como uma luz, como aquela abelha que que te leva o mel, e sem saber te leva as asas, o luar e a liberdade.
Lá foste como chegaste, sem partir, sem chegar. Apenas estavas naquele e lugar.
Que ele ,feito pardal, com as penas a esvoaçar, pediu-te por clemencia um toque de carinho.
 Mas tu sem piedade nem um toque lhe deste. Encheste aquele negro com luz desafiante, luz brilhante, porque os dois passo que davas de dança pareciam três.
E elas e eles, querendo repetir, consolavam-se à vez.
Que vergonha.
Tantos eles que de machos se marcavam saíam agora como machos capados.
E elas nessa altivês, como aquelas dos caracóis morenos como sois. Bem vestidas. Bem aparecidas, largavam um largo riso entre olhos de tições, que envergonhadas escondiam.
Mas se com atenção descobríamos, mais luz alumiava aquela escuridão!!

Não havia, nem haverá ninguém com aquelas sedas celestiais a sustentarem os pés.
E não havia nem haverá um ritmo cha caha cha, num corpo de rumba e trá lá lá....

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