sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Ca coisa mai coisa

Impressionantes essas vistas dentro desse olhar lancinante.
Não eras tigre nem lince de malcata. Não eras.
Eras mais coral em quente desassossego. Que entre dois passos de dança fizestes três e naquele solar vazio encheste o escuro, como uma luz, como aquela abelha que que te leva o mel, e sem saber te leva as asas, o luar e a liberdade.
Lá foste como chegaste, sem partir, sem chegar. Apenas estavas naquele e lugar.
Que ele ,feito pardal, com as penas a esvoaçar, pediu-te por clemencia um toque de carinho.
 Mas tu sem piedade nem um toque lhe deste. Encheste aquele negro com luz desafiante, luz brilhante, porque os dois passo que davas de dança pareciam três.
E elas e eles, querendo repetir, consolavam-se à vez.
Que vergonha.
Tantos eles que de machos se marcavam saíam agora como machos capados.
E elas nessa altivês, como aquelas dos caracóis morenos como sois. Bem vestidas. Bem aparecidas, largavam um largo riso entre olhos de tições, que envergonhadas escondiam.
Mas se com atenção descobríamos, mais luz alumiava aquela escuridão!!

Não havia, nem haverá ninguém com aquelas sedas celestiais a sustentarem os pés.
E não havia nem haverá um ritmo cha caha cha, num corpo de rumba e trá lá lá....

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Dicotomia do Pleunasmo

Ora cá está um assunto interessante de se ler!
Ler um interessante assunto!, ora cá está ele.
Para uns é uma arte estúpida, ou uma estúpida arte para outros. No dia a dia, encontramos facilmente casos destes, casos destes no dia a dia são encontrados facilmente.
Para mim é uma constante estas coisas, estas coisas são uma constante para mim. Não sei porquê, porquê não sei.
Andei a pensar e a tentar lembrar-me quando é que me apareceu esta mania. Esta mania que me apareceu, Andei a tentar lembrar-me e pensar quando é que foi.
Olhando para dentro das minhas memórias, creio que foi numas férias de Verão no Minho. Creio que foi no Minho no Verão, olhando as minhas memórias por dentro.
Um grupo de amigos do meu primo, éramos 5 creio eu. Eu ceio que éramos um grupo de 5 amigos do meu primo. Fomos lá para Guimarães, e um deles constantemente fazia destas artes. Um deles constantemente fazia destas artes, foi quando fomos lá para Guimarães.
A coisa pegou-se-me, e por mais que tente não consigo larga-la. Por mais que tento larga-la a coisa pegou-se.
Ás vezes tem piada, outras vezes é uma granda chatice, é que é uma granda chatice ás vezes, mas outras até tem piada.
Só que ás tantas não consigo ter uma conversa consistente com alguém porque estou sempre a dicotomar o pleunasmo, o que é terrível. Nem imaginam que é terrível estar sempre a plunasmar o dicotomado, porque para ter com alguém uma conversa consistente, às tantas não consigo.
Entramos numa pescadinha de rabo-na-boca e não saímos dali.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Força do ser o eu

Dentro de nós todos está aquela força interior que vem cá de dentro para nos dar força para fortalecermos o nosso ser que somos nós.
É nessa força que encontramos a luz, é essa força que é o nosso interruptor para nos dar força cá de dentro.
Porque é dentro de nós que vem a força para sermos o que somos e principalmente para sermos o que queremos ser. Sem essa força, sem essa luz a nossa vida resume-se a uma mera existência de sermos só existentes, sem propósito sem direcção.
Por isso é nessa força que temos que acreditar. Todos a temos, todos a usamos, só que muitos não se lembram de a comandar, de a moldar para seu próprio usufruto.
Temos a força, temos a luz, temos a mente e com esse três vértices conseguimos avançar para a frente passar obstáculos e lutar pelas nossas crenças e valores.
No dia a dia constantemente somos bombardeados com mensagens de positivismo, de animo, mensagens e textos sobre o que devemos ser e como podemos ser. Muitas dessas gentes que escrevem esses livros e esses textos não passam de charlatães para ganharem a vida à custa das depressões e das negatividades de terceiros. Só que esses ditos positivistas, esquecem-se sempre deste triângulo - Força-Mente-Luz.
E se nos seguirmos por estes três, como já disse, seguimos a vencer e em frente.

Para termos uma ideia do que estou a explicar vou  deixar aqui  um exemplo prático do uso próprio deste três factores, que nos impulsionam para a frente e para cima na vida. São estes factores combinados, e que sub conscientemente estão intrínsecos ao nosso ser que somos nós que no dia a dia, fazem com que a nossa passagem por esta vida, não seja só uma mera existência, mas sim um acumulado de melhoramentos e aprendizagens constantes para alcançarmos o nosso bem estar.
Há que sabermos utilizar estes três factores, de forma a que sejamos nós a controlar a nossa existência e praticarmos o bem a nós mesmos e às vezes ao próximo.

Como dizia o exemplo prático destes três factores combinados que nos fazem impulsionar a nossa vida:
        Ao chegarmos ao  lobby de um prédio, usamos a mente para perceber onde está o botão do elevador.
        Ao entrarmos no elevador usamos a força (mesmo que mínima) para pressionar o botão do elevador.
        Ao pressionarmos o botão este ilumina-se indicando-nos o caminho ( neste caso o andar) que vamos seguir.

Ora aqui está um bom exemplo de Força-Mente-Luz.
Para a próxima semana falamos de outro tópico.


sábado, 10 de dezembro de 2016

Aterrar na realidade

No fim do dia, já a preguiça se assentava para um serão de mapling e zaping, uma força extra fez-nos levantar e arrancar porta fora contra o vento e temporal que ali passava.
Seguimos na estrada mal iluminada, e agora, já com as primeiras chuvas, os primeiros buracos que nos faziam ziguezaguear no macadame.
Macadame - é um portuguesismo ao senhor McAdam, que teve a brilhante ideia de por alcatrão sobre as estradas de terra, vai já para um bom par de séculos....

Lá íamos ziguezagueando, na estrada mal iluminada enquanto o vento guinchava lá fora. Estava noite e chovia. Mas lá seguimos para a Vila.
Naquela noite aparecia naquela nossa nova terra um grande actor consagrado dos palcos da capital e das principais cidades e pogramas de televisão.
A sala estava esgotada e o espectáculo atrasou-se a começar cerca de meia hora a trinta minutos. Mas lá começou.
Uma peça com 3 personagens em palco, um monologo de hora e meia mas muito bem esgalhado, engraçado e com graça.
Ao sair do Cine-Teatro, um rol de pensamentos sobre os assuntos tratados fez-me meditar sobre muita coisa.... Estávamos com fome, fomos jantar.

E? Se...? o Deus que vemos como o "lado bom" da vida e dos bons princípios, fosse realmente o "lado mau" da coisa toda? Tipo, estamos todos completamente ao contrário...

É porque se formos a ver, ou ler com atenção o livro mais publicado e lido do mundo, o Actor principal, é um ser mau, vingativo, violento e até sádico!! E sendo o criador de tudo e tudo, pode ser o que quiser e fazer-nos acreditar no que ele quer que acreditemos.

 Se calhar, o outro que vemos com forquilha e os cornos e pés de cabra é que é o bom...

Senão vejamos:
Um manda-nos portar bem, ter medo d'ele (não escrevo com maíuscula por acredito Nele, e como isto é um devaneio...).
Portantes, um manda-nos portar bem, amar o próximo, ter medo dele, não matar, não cobiçar a mulher do próximo, etc etc... Tudo coisas que não fazemos!! E vai daí ele amanda com dilúvios, tempestades doenças , pragas, etc etc ( está tudo no livro!!)
...Ahh e quando acabamos aqui, ainda vamos penar para o purgatório para que talvez possamos ir para ao pé dele, lá no céu onde não se faz a ponta dum corno.

Por falar em corno, o outro, o dos cornos. Está sempre a querer desviar-nos do caminho "certo". Vai lá cobiçar a mulher alheia!!, Porta-te mal!! Bebe Vinho!! Mata lá o gajo que não gostas!! Vai jogar no casino!! vai aos fados!! Faz isto faz aquilo faz o que quiseres....
Em suma.... o gajo até está a dizer para Vivermos!!.... tá bem que exagera um bocado... mas.... até dá mais gozo uma vida assim mais vivida...

E isto e outras coisas iam passando pela minha cabeça, e lá ia eu viajando  e flutuando no ar sobre estes assuntos tão periclitantes e interessantes.
Já imaginava o mundo de uma forma completamente diferente, tudo gente alegre e feliz, tudo doido, uma anarquia alegre, sem regras, sem leis, só com valia a vontade de fazer o que queríamos.
Uma amalgama de sensações, de emoções passaram por mim a ao imaginar tanta coisa que seria tão boa, tão mais melhor boa e mais fantástica se fosse assim o mundo!!!

Estava eu neste alegre voo mental, quando de repente ao chegar à porta do restaurante, donde 3 homens em circulo no passeio alegremente falavam oiço sair do meio deles um "reexxxchuuuust tuupch!!" e PIMBA sai uma escarreta verde e massuda bem puxada do fundo da garganta direta para o meio do chão mesmo à frente dos nossos pés!!!

Portugal no seu melhor......Voltei à realidade num tirinho|||




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Dia da Mãe

Ora cá está o dia da Mãe, o dia de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal!!
E é ver as redes sociais, sim só aí é que se vê em publico, o Amor de Mãe que temos pelas nossas Mães.
E todas são as melhores Mães do Mundo!!, Mãe como a nossa não há outra!! Tu és o meu Pilar!! Obrigado Mãe!!
Aí, os filhos, que por sinal somos todos filhos da Mãe, estamos todos de acordo. O mundo devia ser governado pela nossa Mãe. É a melhor de todos!! A mais boa, a mais paciente, a mais sensata, sempre pronta a ajudar, sempre pronta a perdoar.

São só qualidades! Disso ninguem tem duvida.

A mim o que me faz especie, é o porquê, o porquê, que ser um "ai ca ganda filho da Mãe.." é um sinal pejorativo??

Então se a malta tem uma ganda Mãe, ser um ganda filho da Mãe é mau??, quer dizer afinal que a Mãe do filho , não é assim uma flor que se cheire..., não deve ter sido lá grande Mãe, para ter um filha daqueles...

É por essa e por outras que a Minha Mãe, é só a Minha Mãe. Não vá a malta classificar me "filho da Mãe".
prefiro ser o filhote da mãmã!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Pessoas que nos marcam

É sabido, mesmo até de mais, que nesta nossa passagem aqui por estes sítios ao longo de vários anos, existem pessoas , coisas ocasiões que nos vão marcando e que indirectamente ou mesmo muito directamente vão nos toldando a nossa Alma.
Ultimamente tenho andado a pensar no assunto, e procurando entre a poeira da memória e entre as vistas passadas, pessoas que me têm marcado.
São muitas, umas para o bem , outras para o mal. Mas felizmente existem mais as que nos marcam para o bem.
em todas elas, estão ligadas situações ou acontecimentos em que estivemos envolvidos, ou que vivemos à distancia mas que nos deixaram marcas.
Se as fosse enumerar uma a uma , não saía daqui tão cedo. Se as fosse classificar por ordem de importância, ainda mais tempo ficaria por aqui, porque seria tarefa impossível.

Quem nos marca, marca sempre com uma situação passada. E a importância dessa marca e dessa situação só a vamos ter, quando mais tarde nos lembrarmos e reflectirmos porquê que as nossas atitudes são de uma ou outra forma, e não de outra ou uma maneira.

Lembrarmos-nos de todas, também não é tarefa fácil, pois dentro de uma que nos marca, aparecem logo outras paralelas, ou outras que sejam um resultado da primeira, ou da segunda....

No fim de contas existem algumas que nos gostamos de lembrar repetidamente. Outras que tentamos repetidamente esquecer. Há outras que gostávamos de nos lembrar melhor e outras que queríamos não nos lembrar nunca.

Daquelas pessoas que nos marcam sempre, É impossível fugir dos nossos progenitores. Esses são uma constante nas nossas vidas, mesmo que possam nunca ter participado nelas além, claro está, do acto de procriar.

Mesmo isso também nos marcam.

No meu caso, e acredito que no de todos, a Mãe é talvez a pessoa que nos marque mais profundamente.

Por sorte, .... ou por azar... no meu caso a marca que a minha Mãe me deixou mais vezes, foram aqueles tabefes bem dados, com par de estalos incluídos!!!

Foi ela e a professora da quarta classe. a D. Irene, com a ponta do ponteiro do quadro na ponta da nossa tola!!
É clichet, quando são pequenos querem ser grandes.quando são grandes gostava de ser pequenos.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Nanar

Em branco, acho que vai ser como vai ficar a pagina hoje.
Passou o fim de semana, com ele as inevitáveis idas para ali , para acolá e com tanta chuva, vento e frio, um fim de domingo à lareira a borregar.
Borregar, nanar, passar pelas brasas, reflectir, descansar, vou ali fechar os olhos. É tudo a mesma coisa.
Uma arte milenar, que vem desde os primórdios da civilização, mas que tem sido aperfeiçoada ao longo dos tempos. E bem!!

Uma das ultimas invenções para se desfrutar desta arte, foi o chamado comentador televisivo monocórdico. Mantém o tom de voz sempre na mesma frequência, na mesma intensidade e na mesma velocidade, parece que está a ler um escrito do saramago sem pontuações.
Mas estes comentadores têm uma precisão infalível para a arte do nanar. Bastam cerca de dois ou três minutos de um programa qualquer dentro destes parâmetros e lá estamos nós a viajar.

Nos tempos idos, aos domingos quando ainda éramos livres e toda a gente tinha a televisão com 2 canais, onde passava o campeonato de formula 1. Era de longe o melhor estimulo para o borregar. A A volta de aquecimento iniciava o cholrido de comentários sobre a corrida prestes a começar, que nos deixava extasiantes para ver até ao fim. Depois vinha a largada, que emoção, durava cerca de 3 quartos de volta a emoção ouvida pelos comentadores o que nos mantinha acordados mais o ultimo quarto de volta. Mas depois... no fim da recta da meta.... depois da primeira curva.... zzzz...zzz...zzz .

Hoje, como somos mais desenvolvidos, e com o progresso temos pelo menos 100 ou mais canais, todos xpto, mas para vermos a formula 1 temos que pagar ( "É a televisão do ricos, menino" - como diz o nosso caseiro.) Mas em compensação os outros 99 canais dão nos a mesma possibilidade. A não ser que seja o canal CubaVision, onde passa muita musica e chácháchá.

Mas enfim, voltando ao tema milenar. Borreguei tranquilamente no fim do domingo, lareirinha acesa, depois de um chazinho e scones com doce e mel.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Ganda Baile

Isto de viver longe da capital mais in da Europa actualmente tem as suas vantagens.
E também uma data de vantagens que nem vale a prena enumerar.
Na semana passada foi um casamento Ucraniano cheio de Romenos, Russos , Hungaros e até Ucranianos e Portugueses .
Esta semana foi um baile de gala cheio de malta a botar casacos nas costas das cadeiras!!! Nem nus Ucranianos!
Qualquer um deles , ao seu estilo peculiar, foi uma experiencia a registar. Num , as danças eram genuinas, vibrantes, locais ( embora derivado à distancia....).
No outro nada como êxitos internacionais, vibrantes comerciais, e vejam lá só... até nacionais.
Ambos delirantes. entusiasmantes.
Um pelos votos de futuro que a noiva e noivo fizeram perante os convidados.
Outro, pelos futuros votos que farão perante a caridade dos convivas.

Ambos valem muito e nem um nem outro deve "de ser" menosprezado. Ambos são válidos, e actuais.
Um foi por amor
Outro por caridade.

Haverá causas mais nobres, se verdadeiras, como estas?

No amor, encontramos tudo, dirigido a um só, que pode ser sustentado e distribuido a muitos.
Na caridade encontramos pouco, mas distribuido a muitos que pode ser sustentado e dirigido a um só.

Vale, o que vale. Mas gostaria que pudesse valer muito mais do que vale. Talvez valer aquilo que quem faz valer acreditasse.

Cappicce? ... moi non plus.

No começo

Matutava havia algum tempo, entre as correrias da estrada e o sobe e desce da casa, com um tilintar atrás da orelha , havia tempo, que tinha que fazer algo de útil além de estar sentado todos os dias durante uns 15 minutos a obrar os condimentos vespertinos, ou até mesmo passados.
Assim, em vez de correr o fb de cima para baixo, enquanto a descarga descarregava, achei por bem meter MÃOS À OBRA ( não é mãos na obra..., essa só com papel e piaçaba).

Deixo aqui já, solenemente quase prometido que todos os dias irei postar um textosito de substancia duvidosa para partilhar com os meus queridos leitores, fãs e amigos, que tenho espalhado por esse mundo afora e agora por estas alturas até um no espaço está.

Vão ser devaneios, que ninguém espere prosapia Queirosiana, ou até mesmo humor felino fedorentiniano, Não, não desço a esses níveis, isto aqui é para inteligentes, intelectuais e outros animais. Alguns com inspiração, outros só para encher chouriços, como é o caso de hoje.

Hoje dedico o primeiro post à chuva. Porque da janela do meu amado escritório vejo que está a chover "cats and dogs" e ao reparar no chão vejo que está molhado. Estendendo a mão fora da janela, sinto que me caiem pingos de água que molham.
Definitivamente, está de chuva, e nada melhor que um sábado de chuva, vento e frio , para começar com estes devaneios.
Eu gosto de chuva, quando é a altura dela, gosto de aouvir caír nas telhas e das telhas para os algerozes. Eu gosto da chuva quando estamos no meio do mar a velejar, no meio daquele sal todo, levar com uma descarga de água doce, sabe bem. Foram as alturas que mais gostei, durante a minha ultima edição da Volvo Ocean Race. sabia bem a chuva, só que ao fim de 4 dias seguidos...já era demais.

Ver a chuva a cair lá fora e eu cá dentro no quentinho, também me faz sentir bem, é tipo uma terapia. lareira acesa, chuva lá fora, musiquinha, copo de vinho..... e 6 crianças a berrar mais os dois cães... atrás da gata da vizinha que está saída...( a gata!... a vizinha não deve estar...já tem 83 anitos...)